Devagar

Por aqui gostamos de fazer. Fazer coisas. Pão, bolos, camisolas quentinhas, desenhos divertidos, jantares para amigos e presentes para pessoas queridas. Às vezes corre bem, outras nem por isso, mas faz sempre sentido. Fazer faz sempre sentido. 

Gostamos de pensar naquilo com que nos cruzamos todos os dias. De onde é que vêm as coisas que compramos? Quem foi que as fez? Este blogue nasce desta curiosidade sobre coisas e pessoas e pessoas que fazem coisas. 

Fazemos muitas coisas rápidas. É frequente o dia não chegar para tudo. Temos listas compridas que quase nunca são cumpridas… Mas percebemos que não é (só) uma questão de tempo. Não é preciso muito tempo para se viver mais devagar. Para pensar sobre as histórias que existem à nossa volta. Nas pessoas, nas coisas, nas ruas, nas cidades.

Este blogue é o movimento contrário à loucura dos dias. A vontade de aprender o tempo de cada coisa, de não ceder ao caos do consumo e do desperdício. A vontade de viver com mais atenção. De fazer mais perguntas. De fazer mais experiências. E de guardar tudo isto. 

Será o nosso registo destas andanças. Obrigada por passarem por cá.

 
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Carolina

Nasci em Lisboa, vivi em Lisboa 20 anos e é para Lisboa que volto quando volto a casa. Em Lisboa aprendi a ler e a escrever e a gostar de palavras. Principalmente, aprendi a gostar de histórias. 

Há pouco mais de um ano mudei-me para Londres onde estudo Design Têxtil. Em Londres vou desenhando, escrevendo, tecendo e tricotando e, mais que tudo, tentando não ser engolida pelo fumo da cidade. 

Fui descobrindo a liberdade de saber fazer.  As minhas mãos não são as mais bonitas do mundo mas são um dos tesouros que guardo. Sabem de coisas que eu nem imagino. Gestos que desde sempre vão sendo repetidos e que recebemos de herança mesmo sem saber. 

Sou uma mistura disto tudo: perguntas, histórias de outros tempos, vontade de aprender, alguma angústia no princípio de cada tarefa e um prazer enorme no fim.

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Leonor

18 anos, a viver em Lisboa desde sempre e um bocado obcecada por tudo o que envolva comida. (Não é uma patologia, é uma condição.) 

Formada em cozinha e pastelaria onde nem sempre fui ensinada a respeitar o tempo das coisas, a história, a natureza, a simplicidade, por isso a minha atenção vai muito para isto tudo. Fazer as coisas com calma e alma, devagar. Na cozinha não tem que ser sempre a correr, não tem que estar sempre a ferver, basta fervilhar.

Acho importante perceber a origem de cada coisa, a comida traz sempre uma história - tento sempre ser criativa sem me esquecer dessa história, sem perder a simplicidade e a verdade em cada coisa que faço.

Gosto de descobrir os vários caminhos para chegar a Roma ou a um semifreddo de cair para o lado. Nunca há só um caminho nem uma só verdade.


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